A semelhança entre o advento do fogão à gás e o celular.

Achou o título estranho? Continue lendo.

Muito se tem falado sobre o uso do celular nas escolas, mas “vamos começar pelo começo”, ou seja, o uso do celular dentro de casa.

É óbvio que um fogão é bem diferente de um celular, mas quando essas duas importantes ferramentas chegaram às casas das pessoas, causaram uma tremenda confusão sobre a melhor forma de utilizá-las e seus potenciais perigos.É nisso que reside a semelhança. O objetivo deste post é contar uma pequena história do primeiro para ajudá-la a estabelecer a melhor forma de uso do segundo. Vamos lá!

 Ouvi essa história há muito tempo de uma mulher bem idosa. O ocorrido se deu a mais de setenta anos. Ela contou que no lugar onde morava cada  família da pequena comunidade preparava seu alimento em fogão à lenha. Certo dia circulou pelas ruas um homem oferecendo gratuitamente o moderníssimo fogão à gás para teste. Penso que a ideia deve ter partido de algum lojista local decepcionado com as vendas pois, segundo o relato, as donas de casa estavam tentadas pela praticidade e economia de tempo que o novo aparelho proporcionaria, mas tinham muito medo que ele explodisse dentro de casa. Na rua em que morava apenas a minha intrépida amiga aceitou a oferta. Houve um alvoroço enquanto a mercadoria era descarregada. As queridas vizinhas reunidas proferiram frases como: “Você é louca! Vai matar sua família!” Mas não houve argumentos suficientes. A possibilidade de não precisar madrugar para carregar lenha e iniciar o fogo era muito mais atraente do que a falácia da vizinhança. Ela seguiu a risca as orientações do “moço do teste” e cuidadosamente explorou e criou seus próprios parâmetros de uso. O resto da história você já conhece e sabe que é de sucesso. Desde aquela época houve ajustes para melhorar o desempenho e  aumentar a segurança e ninguém vai te chamar de louca se você comprar um fogão novo para casa.

Agora, como aplicar essa história ao uso do celular na sua casa?

Assim como com fogão lá na década de 1930, ainda estamos nos adaptando ao uso do celular e existem riscos bem reais:

  • Ele também tem o poder de “explodir” nossa família no sentido de destruir nossos vínculos afetivos.
  • Nem o fogão nem o celular devem ficar ligados o dia inteiro e madrugada adentro.
  • Não é o fogão que estraga a comida mas sim quem faz uso dele. Não é o celular que intoxica a mente mas sim a forma como você o usa.

Então como usar apenas o que celular tem de bom a oferecer? A resposta está na história acima.

  1. Não dê ouvidos aos outros moradores – no caso do celular significa você reduzir o tempo em que passa olhando as notícias sociais e jornalísticas do mundo todo, afinal, saber o que está na moda na Mauritânia não vai fazer muita diferença na escolha do seu look de amanhã.
  2. Crie seus próprios parâmetros de uso – isso passa obrigatoriamente por estabelecer tempo e horário de uso. Entenda que uma família bem sucedida precisa de tempo de convívio, de trabalho em conjunto e de refeições compartilhadas – feitas provavelmente em um fogão à gás ou elétrico!

  Por fim, assuma a responsabilidade, crie regras e estabeleça limites do que é aceitável ou não na sua casa. Faça isso baseado nos princípios de respeito e amor.

  Quero ouvir o que você tem feito, se já conseguiu estabelecer o tempo e horário de uso dos dispositivos eletrônicos, conte como faz para filtrar o que você e seu filho vêem. Esse também será o assunto do próximo post.

Precisamos de mais  – conexão de verdade!

Abraço da Babá Virtual

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